MERCEDES PEÓN

Mercedes Peón (Galícia) é considerada uma das mulheres mais carismáticas do circuito da World Music actual. Nasceu em 1967 e aos 13 anos ouviu cantar várias mulheres da Costa da Morte. O tocar da pandeireta e o cantar da ribeirana foram os impulsionadores para recolher as músicas, danças, histórias e vivências dos seus conterrâneos das aldeias. Transmitiu todo esse conhecimento através do ensino, nas escolas municipais, na TV Galega, e em Universidades como La Sorbonne, Porto, País de Gales etc.

 

A variedade das suas composições que arrancam da polirrítmia sob o olhar dos ritmos mais ancestrais, culminam em temas eclécticos e descaradamente vibrantes, o seu vasto repertório, o embruxo e a energia que se apoderam de cada uma de suas actuações, fazem desta mulher, uma aposta segura pela continuidade da cena etno-contemporânea na Europa.

 

Depois de se aprofundar na tradição há mais de 25 anos, em 2000 gravou o seu primeiro álbum chamado Isué. Expressou-se livre de clichés, e espalhou-se pelo domínio internacional sem qualquer esforço mediático. Nos seus trabalhos posteriores - Ajrú em 2004 e Sihá em 2007 - as suas composições levaram-na a uma particular atmosfera quase roçando o electro-acústica, fazendo do resultado o seu sinal distintivo dentro e fora de fronteiras.

 

Os seus últimos trabalhos têm estreita colaboração com outras disciplinas como a dança - composição da música de "O Kiosco das almas perdidas" do Centro Coreográfico Galego. Assessoria de som e composição electro-acústica para o espectáculo "Concerto desconcerto" da companhia Entremáns. Composição de música para a obra "Solo dos" de Maruxa Salas, e ainda o cinema - composição da música do filme documentário de Margarita Ledo "Liste, pronunciado Lister" e da curta-metragem "Cienfuegos 1913" da mesma autora.

 

No final de 2010, sai o seu quarto trabalho discográfico ...---... SOS, música de vanguarda, catalogado como maduro, fresco, surpreendente, criativo. Profundamente conceitual, mostra uma evolução e um momento na sua carreira especialmente brilhante. Criado, tocado, produzido e misturado por ela mesma é um exercício de micro-composição, onde o resultado final, maior que as partes que o compõem, ergue-se como o trabalho mais vanguardista e contemporâneo dos editados até o momento.

 

 

"A cantora, multi-instrumentista e compositora espanhola Mercedes Péon estreou o palco do Castelo medieval do FMM Sines. Sozinha em palco, numa viagem profusa em cumplicidade com o público, a artista multi-instrumentista deu uso a um kit básico de bateria, alternando a pandeireta e a gaita de foles galegas com uma inesperada percussão a partir da lâmina de uma enxada, e intensas camadas de samples e loops. Foi assim que se propôs “desarranjar” a música tradicional galega, que disse ser “como uma flor silvestre: perfeita”.  Jornal Sol

 

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